O que fazer com décadas de dados? O desafio oculto das migrações
Organizações estão tendo que repensar a forma como gerem os seus dados históricos
À medida que as empresas avançam nos seus processos de transformação digital e migração para ambientes como SAP S/4HANA, muitas enfrentam um desafio silencioso: o que fazer com décadas de dados acumulados nos seus sistemas.
Durante anos, as organizações armazenaram grandes volumes de informação nas suas plataformas empresariais.
No entanto, manter estes dados dentro dos sistemas produtivos não só aumenta os custos de infraestrutura, mas também impacta o desempenho, a segurança e a complexidade operacional dos ambientes tecnológicos.
Hoje, perante o crescimento exponencial da informação e as novas exigências regulatórias, as empresas estão começando a repensar a forma como gerem os seus dados históricos.
O custo oculto dos sistemas legacy
Em muitos casos, as companhias mantêm sistemas SAP antigos ativos unicamente para aceder a dados históricos ou cumprir requisitos de auditoria. Isto implica continuar a pagar licenças, infraestrutura e manutenção para plataformas que já não desempenham um papel operativo dentro do negócio.
Este fenómeno gera o que os especialistas denominam “dívida tecnológica”: sistemas que permanecem ativos por razões administrativas ou regulatórias, mas que continuam a gerar custos e riscos operacionais.
“Muitas organizações descobrem que parte importante dos seus sistemas legacy continua funcionando apenas para consultar informação histórica. Gerir esses dados de forma eficiente permite reduzir custos e simplificar o ambiente tecnológico”, explica Fabiano Capalbo, Sales Manager Brasil do SNP Group.
Dados históricos e eficiência operativa
O crescimento constante dos dados também está impactando diretamente o desempenho dos sistemas empresariais.
Bases de dados cada vez maiores podem tornar mais lentos os processos, relatórios e projetos de migração tecnológica.
Por esta razão, as empresas estão começando a adotar estratégias que lhes permitam separar os dados ativos - que são utilizados na operação diária - daqueles que devem ser conservados por razões legais ou analíticas, mas que não precisam de permanecer dentro do sistema produtivo.
Esta abordagem permite manter os sistemas mais leves, melhorar o seu desempenho e reduzir os custos associados à infraestrutura e ao armazenamento.
Neste contexto, diversas companhias tecnológicas estão desenvolvendo ferramentas orientadas para gerir o ciclo de vida dos dados empresariais, permitindo separar a informação ativa daquela que deve ser conservada por razões regulatórias ou analíticas.
Este tipo de soluções - como as que fazem parte da plataforma Kyano do SNP Group - procuram ajudar as organizações a reduzir a complexidade dos seus ambientes SAP e a otimizar o uso dos seus dados históricos.
Casos que já se observam na região
Este desafio já está começando a ser abordado em diversas organizações da América Latina. No Brasil, por exemplo, companhias como Raízen e CIBRA avançaram em projetos de modernização dos seus ambientes SAP, incorporando estratégias para otimizar a gestão de dados históricos e preparar os seus sistemas para processos de transformação tecnológica mais complexos.
Estas iniciativas refletem uma tendência crescente entre grandes organizações que procuram simplificar paisagens tecnológicas cada vez mais complexas e reduzir o impacto operacional dos sistemas legacy.
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