Tarifas americanas são ineficazes, afirma economista de Harvard
Tarifaço representa 4% do total das exportações do Brasil
O "tarifaço" imposto pelo governo dos Estados Unidos a parceiros comerciais é uma política econômica ineficaz e não beneficia a própria população americana, afirma o economista Dani Rodrik, professor da Universidade de Harvard.
A avaliação de Rodrik foi feita durante um seminário no Rio de Janeiro, no sábado, 23.
Para o economista, a imposição de tarifas, como a sobretaxa de 50% que entrou em vigor contra exportações brasileiras, não garante inovação, a criação de empregos melhores ou o fortalecimento da classe média.
Ele argumenta que o protecionismo apenas aumenta a lucratividade de alguns setores, sem incentivar as empresas a investir em seus trabalhadores ou a se tornarem mais competitivas.
"Não está claro de quem é o interesse [que está sendo servido], mas posso dizer que não está servindo ao interesse econômico americano", disse Rodrik, destacando que a política comercial atual não está alinhada nem mesmo com um nacionalismo econômico eficaz.
A sobretaxa americana, em vigor desde 6 de agosto, afeta 35,9% das mercadorias brasileiras exportadas para os Estados Unidos, o que representa 4% do total das exportações do Brasil.
Para mitigar os impactos, o governo brasileiro lançou o Plano Brasil Soberano, que inclui um pacote de R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas.
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