Lítio e terras raras impulsionam valor de áreas com potencial mineral

Demanda global por minerais essenciais para energia limpa projeta investimentos bilionários e valorização de hectares no País

Jul 16, 2025 - 16:06
Lítio e terras raras impulsionam valor de áreas com potencial mineral
Concentração de reservas de minerais essenciais para a transição energética sustentável coloca o País no radar de grandes investimentos

O Brasil está no radar de grandes investimentos minerais, impulsionado pela crescente demanda global por lítio e o aquecimento do mercado de "terras raras", elementos cruciais para a transição energética e tecnologias avançadas.

O país possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, ainda pouco explorada.

Um estudo da UBS Global Wealth Management aponta mais de R$ 3 bilhões em investimentos em três grandes projetos de mineração: dois em Poços de Caldas e um em Minaçu (GO).

Especialistas preveem que a injeção desses recursos valorizará as terras brasileiras.

Atualmente, o preço médio do hectare com potencial mineral é de R$ 11.885,40, segundo o Índice Chãozão Valor do Hectare (ICVH).

Geórgia Oliveira, CEO do Chãozão (plataforma de imóveis rurais), destaca o vasto potencial inexplorado e a perspectiva de parcerias estratégicas, como com um grupo argentino de lítio.

Ela ressalta, porém, que a propriedade da terra não garante o direito de exploração, que exige trâmites legais e ambientais.

A alta procura por lítio, essencial para baterias de carros elétricos, também impacta o Brasil, que detém a quinta maior reserva global.

O país, que hoje representa 2% da produção mundial, deve alcançar 25% nos próximos anos, com estimativa de R$ 15 bilhões em investimentos até 2030, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Um exemplo é a aquisição, pela montadora chinesa BYD, de direitos de exploração de lítio em 852 hectares em Coronel Murta (MG), no ‘Vale do Lítio’.

O cobre, outro mineral vital para a energia sustentável, também enfrenta desafios. A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a demanda global superará 36 milhões de toneladas até 2040.

Rodrigo Cabral Cota, diretor do MME, enfatiza que "sem resolver o problema do cobre, todo resto da transição energética fica em risco", indicando a necessidade de maior exploração sustentável.

O Brasil exportou mais de US$ 4 bilhões em minérios de cobre no ano passado e ocupa a 12ª posição mundial em produção, com mais de 11 milhões de toneladas em reservas conhecidas.

Existem 13 grandes projetos de cobre em estados como Pará, Goiás, Mato Grosso e Bahia.

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