Taxa de desemprego é a menor para o trimestre desde 2012

Com 6,6%, índice é o menor desde 2012; rendimento médio do trabalhador também registra recorde, enquanto informalidade continua em queda impulsionada por empregos formais

29 Mai, 2025 - 13:10
Taxa de desemprego é a menor para o trimestre desde 2012
Nos últimos 12 meses, todos os trimestres encerrados registraram suas menores taxas desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil, registrada em 6,6% no trimestre encerrado em abril de 2025, atingiu o menor patamar para o período desde 2012, ano em que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), começou a ser divulgada. Para efeito de comparação, em abril do ano passado, a taxa era de 7,5%.

Segundo os dados da Pnad, as taxas de desemprego têm apresentado quedas nas comparações anuais por 46 trimestres consecutivos, ou seja, desde o trimestre finalizado em julho de 2021.

Nos últimos 12 meses, todos os trimestres encerrados registraram suas menores taxas desde 2012 (como os de abril e março de 2025, e julho a dezembro de 2024) ou desde 2014 (como janeiro e fevereiro de 2025, e maio e junho de 2024).

Outro dado positivo divulgado pelo IBGE é o rendimento médio do trabalhador, que alcançou R$ 3.426, o maior valor para um trimestre encerrado em abril, e também o maior patamar de toda a série histórica, considerando todos os trimestres comparáveis (janeiro, julho e outubro).

Queda da informalidade e crescimento dos empregos formais
O mercado de trabalho brasileiro registrou uma taxa de informalidade de 37,9% no trimestre encerrado em abril deste ano.

Esse índice representa quedas em relação ao trimestre finalizado em janeiro de 2025 (38,3%) e na comparação com o trimestre de abril de 2024 (38,7%). 

No período, havia 39,2 milhões de trabalhadores informais, em um total de 103,3 milhões de pessoas ocupadas no país.

A informalidade engloba trabalhadores sem carteira assinada, ocupados sem CNPJ, empregadores sem CNPJ e trabalhadores auxiliares familiares.

A queda da informalidade foi impulsionada pelo aumento dos empregos formais, já que nas comparações trimestral e anual, houve estabilidade nos empregos sem carteira assinada e nos trabalhos sem CNPJ.

Os trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, tiveram um crescimento de 0,8% no trimestre e 3,8% no ano, conforme o IBGE.

William Kratochwill, pesquisador do IBGE, explica que “o mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”.

Crescimento por setores e destaque no mercado de trabalho
Na comparação trimestral, apenas o segmento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais apresentou alta (2,2%), enquanto os demais mantiveram estabilidade.

Já na comparação anual, cinco grupamentos cresceram: indústria geral (3,6%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,7%), transporte, armazenagem e correio (4,5%), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,4%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4%).

Houve uma redução na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-4,3%).

A população subutilizada, que inclui desempregados e aqueles que poderiam trabalhar mais, ficou em 18 milhões, estável trimestralmente e 10,7% menor que no ano anterior.

A taxa composta de subutilização (15,4%) mostrou estabilidade no trimestre e queda na comparação anual (17,4%).

A população desalentada, que gostaria de trabalhar e estava disponível, mas não buscou emprego, ficou em 3,1 milhões, estável no trimestre e com redução de 11,3% no ano.

O percentual de desalentados (2,7%) também mostrou estabilidade no trimestre e recuou no ano (3,1%).

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